sábado, 17 de março de 2012

Afinal quem eu sou ?

Todos nós muitas vezes nos interrogamos sobre quem somos. Temos tantos porquês sem resposta, talvez porque não nos encontrámos ainda ou porque seja mais conveniente vivermos assim, sem grandes interrogações, afinal somos quem somos e viver é viver.
Nos meus "passeios" de pesquisa, encontrei este texto que me fez sentir retratada e pensar que, com tão poucas mas assertivas palavras, acabei descobrindo QUEM SOU EU !!

Texto de: Jorge Luiz Vargas


Para meditar !!!

Resolvi "postar" esta imagem, não só porque adorei o desenho mas acima de tudo porque a  mensagem que contém uma frase tão curta, pode querer dizer tanto e,  até mudar a vida de alguém !!


segunda-feira, 12 de março de 2012

Ao ler este "Diário de um Cão", pense bem no texto, porque um animal pode ser o seu melhor amigo !!!


O meu nome é Farrusco, não entendo muito bem porquê, mas suponho que é por ser negrinho como o carvão. De qualquer modo, recordo que foi assim que comecei a dar-me por esse nome, pouco tempo depois de nascer e de me retirarem da minha mãe. Ambos de lágrimas nos olhos eu, porque não queria sair de junto dela, ela porque era simplesmente a minha mãe e eu o seu filho.
Com alguma relutância mas, porque os humanos é que mandam neste Mundo Cão, lá me levaram. Lembro-me que chorei várias noites, até pensar que já nada havia a fazer senão habituar-me à ideia e tentar adaptar-me à minha nova vida. Recordo-me de começar a ouvir chamar Farrusco e pensar para comigo, devo ser eu e olhar um pouco desconfiado para quem me chamava e ao mesmo tempo me pegava ao colo.
No entanto para minha surpresa, era um rosto enrugado pelo tempo mas, bonito e simpático que me olhava com tanta ternura, que não me contive a agradecer-lhe, abanando o meu rabito, o que a fez sorrir e dizer: "olha João estás a ver como ele gosta de mim", ao que o tal João respondeu feliz também, eu bem te disse amor, o que ele tinha era saudades da mãe, mas em se habituando a nós, vais ver que não nos larga.
O tempo foi passando e eu crescia feliz mimado pelos donos que tanto adorava. Uma certa noite, acordei com muita agitação naquela casa que por norma era bem pacata, levantei-me e fui até onde estavam os meus donos e, sem entender muito bem o que se passava, vi que o meu dono chorava debruçado sobre o peito da minha dona que dormia. Para chamar a atenção, ladrei e pus as minhas patas dianteiras no joelho do meu dono, ele olhando com lágrimas nos olhos, disse-me apenas: meu amiguinho, morreu a nossa princesa. Lembro de lhe lamber as lágrimas, pensando assim que ele pararia de chorar.
Neste entretanto, entraram umas pessoas desconhecidas no quarto e eu talvez por não querer "acordar" a minha dona, deitei-me muito quieto aos pés da sua cama, observando tudo muito atentamente, como querendo descobrir o que se estava a passar. Depois tudo aconteceu muito rápido, "trataram" da minha dona, meteram-na dentro de uma grande caixa e deixaram-me sozinho a pensar para onde a levariam.
Passaram dois dias sem ver os meus donos, ate que pelo final da tarde do segundo dia, apareceu o meu dono sozinho. Corri, saltei, abanei o rabito, ate ladrei, mas daqueles olhos tristes só caíam lágrimas, impotente deitei-me a seus pés e ali ficámos os dois não sei por quanto tempo. Naquela casa já só se escutava o silêncio, não me faltava comida nem o carinho do meu dono, mas a tristeza dele era tão grande que me contagiava. A dada altura, sou surpreendido por alguém que entrou lá em casa e passou a tarde a falar com o meu dono.
De novo o meu dono voltou a chorar e perguntou a quem com ele falava, e o Farrusco? arrebitei as orelhas a conversa era sobre mim, e ouvi a resposta seca e a soar a falsa, "não se preocupe Ti João, que eu trato do Farrusco, mas agora temos de ir, porque esperam por si na Casa de Repouso". O meu dono veio ao pé de mim e disse-me com lágrimas nos olhos, quando eu já chorava também (sim porque os animais também sentem), meu amigo, não te posso levar comigo, mas vais ficar bem, havemos de voltar a ver-nos, e coçando-me a cabeça, saiu cabisbaixo, sem olhar para trás.
Senti a porta fechar e ali fiquei à espera do que estaria para vir. Passaram 5 dias, até que a tal pessoa que levou o meu dono, abriu a porta deu-me um pontapé no rabo e gritou: - Vá palerma faz-te à vida - . Nesse momento entendi tudo, entendi que o ser humano é cruel e desumano.
Hoje, já velho e cansado, ando pelas ruas, escorraçado por uns e outros, acarinhado pelos mais piedosos, recorrendo aos caixotes mas, sempre a recordar com saudade os meus adorados donos que tanto me deram sem pedir nada em troca. Sofro muito mas, penso naqueles que nunca tiveram a felicidade de conhecer ninguém bondoso e humano como eu tive.
Lamento que o ser humano, não nos dê valor, porque nós somos leais, e muitas vezes damos a vida para salvar os humanos, ajudamos em buscas, em incêndios, em catástrofes, e tudo fazemos de boa vontade, por respeito. Em troca só pedíamos que fossemos respeitados também, porque os animais também têm sentimentos.
                                                    Este é o meu diário.
Estou a sentir-me muito cansado e entorpecido, pelo que vivi e já vi, está a chegar a minha hora e, o meu ultimo pensamento, vai para o dia em que a minha dona me chamou Farrusco e feliz disse que eu gostava dela… obrigado !!!!

autora do texto: Maria Cabral_pt®

sábado, 10 de março de 2012

Como se identifica um Lar !!!!


Casa Arrumada

Casa arrumada é assim:
Um lugar organizado, limpo, com espaço livre pra circulação e uma boa entrada de luz.
Mas casa, pra mim, tem que ser casa e não um centro cirúrgico, um cenário de novela.
Tem gente que gasta muito tempo limpando, esterilizando, ajeitando os móveis, afofando as almofadas...
Não, eu prefiro viver numa casa onde eu bato o olho e percebo logo:
Aqui tem vida...
Casa com vida, pra mim, é aquela em que os livros saem das prateleiras e os enfeites brincam de trocar de lugar.
Casa com vida tem fogão gasto pelo uso, pelo abuso das refeições fartas, que chamam todo mundo pra mesa da cozinha.
Sofá sem mancha?
Tapete sem fio puxado?
Mesa sem marca de copo?
Tá na cara que é casa sem festa.
E se o piso não tem arranhão, é porque ali ninguém dança.
Casa com vida, pra mim, tem banheiro com vapor perfumado no meio da tarde.
Tem gaveta de entulho, daquelas que a gente guarda barbante, passaporte e vela de aniversário, tudo junto...
Casa com vida é aquela em que a gente entra e se sente bem-vinda.
A que está sempre pronta prós amigos, filhos... netos, prós vizinhos...
E nos quartos, se possível, tem lençóis revirados por gente que brinca ou namora a qualquer hora do dia.
Casa com vida é aquela que a gente arruma pra ficar com a cara da gente.

Arrume a sua casa todos os dias...
Mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo pra viver nela...
E reconhecer nela o seu lugar !!


Autor - Carlos Drummond de Andrade
Foto: Ikea (catálogo)